Eu, Bocage
tendo nascido a 15 de setembro de 1765, em setúbal, numa época de profundas
oscilações e convulsões, tive uma infância infeliz e fui criado por meu pai e
minha mãe, juntamente com meus 5 irmãos.
Em 1783 entrei numa academia de Guardas Marinhos, com apenas 14 anos, mas 1 ano depois desertei, pois não me agradou.
Durante a minha juventude viajei bastante, principalmente em 1786, pois fui enviado para Goa e também em 1789 viajei para a terra onde o meu ídolo Luís de Camões esteve, no Surate que situa-se na India.
Um ano depois regressei a Portugal, onde entrei na Academia de Belas-Artes, contudo, em 1797 vi-me cativo.
A minha poesia é marcada pelo erotismo e pela sátira de caráter social, mas também destacam-se duas vertentes líricas: a luminosa e etérea, em que me entrego inebriado á evocação da beleza de minhas amadas, e a noturna e pessimista, em que manifesto a dor incomensurável provocada pela indiferença, ingratidão e tirania de minhas musas. Estas assimetrias mostram o quão complexa é minha personalidade, além do evidente jogo de contrários. Com isto tudo ganhei alcunhas pelos meus poemas com por exemplo “o poeta maldito”.
Publiquei o meu segundo volume de rimas em 1799 e pouco tempo depois fiquei pobre e doente devido a um aneurisma nas carótidas que impossibilitaram o meu poder de trabalhar. Reconciliei com todos aqueles que ofendera. No entanto, antes de morrer simplesmente lamentei “as desordens fatais da louca idade”.
Para concluir, criei um soneto sobre o meu nascimento que gostaria de mostrar-vos:
Apenas vi do dia a luz brilhante
lá de Túbal no empório celebrado,
Em sanguíneo carácter foi marcado
pelos destinos meu primeiro instante.
Em 1783 entrei numa academia de Guardas Marinhos, com apenas 14 anos, mas 1 ano depois desertei, pois não me agradou.
Durante a minha juventude viajei bastante, principalmente em 1786, pois fui enviado para Goa e também em 1789 viajei para a terra onde o meu ídolo Luís de Camões esteve, no Surate que situa-se na India.
Um ano depois regressei a Portugal, onde entrei na Academia de Belas-Artes, contudo, em 1797 vi-me cativo.
A minha poesia é marcada pelo erotismo e pela sátira de caráter social, mas também destacam-se duas vertentes líricas: a luminosa e etérea, em que me entrego inebriado á evocação da beleza de minhas amadas, e a noturna e pessimista, em que manifesto a dor incomensurável provocada pela indiferença, ingratidão e tirania de minhas musas. Estas assimetrias mostram o quão complexa é minha personalidade, além do evidente jogo de contrários. Com isto tudo ganhei alcunhas pelos meus poemas com por exemplo “o poeta maldito”.
Publiquei o meu segundo volume de rimas em 1799 e pouco tempo depois fiquei pobre e doente devido a um aneurisma nas carótidas que impossibilitaram o meu poder de trabalhar. Reconciliei com todos aqueles que ofendera. No entanto, antes de morrer simplesmente lamentei “as desordens fatais da louca idade”.
Para concluir, criei um soneto sobre o meu nascimento que gostaria de mostrar-vos:
Apenas vi do dia a luz brilhante
lá de Túbal no empório celebrado,
Em sanguíneo carácter foi marcado
pelos destinos meu primeiro instante.
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